Empresas liberam funcionários a trabalharem de bermuda e camiseta por causa do calor

Empresas liberam funcionários a trabalharem de bermuda e camiseta por causa do calor
janeiro 15 08:30 2019 Imprimir este artigo

O calor costuma incomodar mais quem precisa trabalhar em um ambiente mais formal, com terno e gravata, por exemplo. Mas o verão mais intenso, com recorde de temperatura mais alta em São Paulo, fez com que fosse liberado o uso de bermuda, camiseta, tanto para homens como para mulheres.

Um desses lugares é a bolsa brasileira, a B3, no Centro de São Paulo. Aquela imagem de funcionários vestidos com formalidade absoluta ficou para trás. Hoje é mais comum ver pessoas transitando pelos corredores e mesas com bermuda e camiseta. As mulheres usando regatas, vestidos mais arejados e deixando de lado os terninhos.

“Hoje posso vir de vestido e tênis, calça jeans e tênis. Não aderi à bermuda porque eu acho que não fico bem em bermuda, mas resolvi aproveitar e pintar o cabelo, pois cabelo é tudo no verão”, disse Nicole Barbosa de Miranda.

Para ela, roupa leve é sinônimo de disposição. “O calor é muito forte, a gente chega para trabalhar já desmaiando de calor. Agora a gente está alegre, bem mais motivado, a produtividade aumenta, estamos vindo trabalhar mais confortáveis. Para mim foi ótimo, estou muito feliz, agora posso mostrar as tatuagens, o cabelo roxo, só alegria”, disse Nicole.

Clima de férias

“É uma sensação de liberdade, de que estou indo para um dia feliz, mais alegre e leve. Parece que estou de férias e estou indo para a empresa passar o dia”, disse Raul Trineto, gerente de suporte comercial e negócios multinacionais da Metlife.

“Antes dessa liberdade no figurino ele trabalhava diariamente de terno de gravata. “Por estarmos sempre na rua, em visita a cliente vínhamos de camisa, terno, de maneira mais formal, agora eu venho de bermuda e camisa polo”, disse Trineto.

Mesmo com a possibilidade mais descontraída, ambiente de trabalho não é o mesmo que praia, é preciso ter bom senso. “Tive de incluir no guarda-roupas umas bermudas mais alinhadas para vir trabalhar, não dá para vir de bermuda mais florida, bermuda de praia”, brincou o gerente.

Bermu day

Para Thais Catucci, responsável pela comunicação interna da Metlife, a ideia de liberar os trajes mais leves surgiu há dois anos. “A princípio era só às sextas-feiras, mas com a demanda alta e o sucesso que foi o ano passado decidimos neste ano colocar todos os dias. Não é uma regra, é livre para cada um. Se a pessoa se sente à vontade vir de terno de gravata ela pode vir também.”

O guarda-roupa mais leve é o queridinho dos colaboradores, mas não é regra. “De fato, a gente tem uma equipe financeira e de produtos que normalmente são mais formais. Aqui na empresa chamamos de bermuday todos os dias, mas quem não quiser usar bermuda pode vir de roupa menos formal. Eu normalmente vinha trabalhar de blazer, bem formal”, disse Daniel Sena, gerente de Marketing da Metlife.

Para o gerente de projetos da empresa, Rodrigo Kitahara, o ambiente fica mais leve. “As pessoas ficam mais criativas, dispostas a se movimentar mais, tem mais integração. Quando todo mundo está com a mesma vestimenta padronizada de maneira mais informal e saudável ajuda para deixar o ambiente mais colaborativo.”

Seis meses de maturação

A autorização para usar bermuda no horário de pregão da bolsa de valores brasileira começou a ser pensada no inverno do ano passado, mas a decisão calhou de ser tomada no verão. “A gente começou a fazer a revisão do código de vestimenta em julho. Para o lançamento a gente teve uma feliz coincidência de cair nesse momento de verão. Uma das propostas foi a adoção de bermuda”, disse Ana Buchain, diretora de marcas e pessoas da B3.

Segundo Ana, “o pessoal super aderiu porque isso trabalha a autenticidade. Quem quiser pode usar calça também. As pessoas têm liberdade para serem o que elas são. Então, se elas preferem se vestir mais formalmente elas podem, se elas preferem usar roupa mais despojada elas podem. Sempre lembrando do contexto em que elas estão. Aqui a gente pode ser quem a gente é.”

Essa transição foi fácil para Ricardo Redenschi, diretor de TI da B3. “Eu vinha trabalhar de terno e hoje eu venho de bermuda ou calça jeans. Você fica com um pouco de receio de como as pessoas vão te enxergar, acharem você menos sério, mas aos poucos tenho certeza que isso será normal e o diferente que será considerado estranho.”

Fonte: G1

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